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sábado, 14 de junho de 2014

Barulhos incoerentes...

O tempo passa a contra relógio, não pára tal como meus pensamentos, minhas dúvidas, minha incoerência...
Queria o silêncio de um abraço ou simplesmente poder saborear o silêncio das árvores à minha volta ou a pequena cachoeira do rio à minha frente...
 Há algum tempo desliguei a musica, depois deparei-me com a dificuldade de me concentrar no livro que fechei... queria apenas desfrutar do momento, de um momento fantástico num parque em que  apenas convidava ao silêncio...mas como calar o meu próprio barulho? os gritos que ecoam na minha cabeça?... Medo... insegurança... mágoa...ou uma solidão que, por escolha, se apoderou de mim deixando-me indefesa.
E incoerentemente estou só, só com o meu próprio barulho,com os meus fantasmas e estou bem....aceito o meu eu, cheio de defeitos e manias...
Não tenho medo de mim, o isolamento é algo que me protege... construo muralhas protejo-me na minha bolha de segurança..
Mas o barulho não pára a minha mente, sei no meu subconsciente que quero, preciso de derrubar barreiras, preciso de uma mudança na minha vida... Arriscar-me rumo ao desconhecido...