domingo, 22 de junho de 2014

Dor!

Quisera eu libertar-me desta dor que se cravou em mim como se uma flecha me tivesse atingido, não sabendo eu de onde veio, apenas uma dor lancinante que me paralisa e me impede os movimentos deixando-me na escuridão do meu ser...
Doí.... o coração aperta, a garganta contrai a dor num sufoco e involuntariamente não consigo conter as lágrimas que silenciosamente deslizam na minha face.
Queria entender o motivo desta tristeza desta dor que hoje se apoderou de mim... entender a minha debilidade física, mas principalmente psicológica.
O cansaço vence-me, primeiro a dor física, pior que esta, uma dor interna que percorre todo o meu corpo, toda a minha mente, dilacerando todo o meu ser.
Dor... de onde vem? Porquê?
Queria apenas fechar os olhos e adormecer profundamente sem dor, sem sonhos...parar a torrente de sentimentos obscuros, incoerentes, ambíguos...
Continuo o meu choro silencioso na esperança que as lágrimas me libertem desta dor brutalmente feroz.

Amanhã estarei melhor... talvez a chuva dê lugar ao sol e a minha dor seja substituída por serenidade e como sempre encontre motivos para sorrir...

 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Quem sou...?

Quando crianças surge a idade dos porquês, tudo é um porque isto, porquê aquilo... porquês estes quase sempre de respostas simples ou quando muito de difícil explicação para, nós adultos, podermos responder a uma criança de forma que ela entenda...
Hoje porem, já adulta, os porquês mantêm-se a toda a hora na minha cabeça, apenas mudando o tipo de pergunta, enquanto criança perguntava sobre algo que desconhecia, ou via, hoje as minhas questões são existenciais e terão que ter, sempre, uma resposta minha...
Quem sou..?
Gostava de saber quem realmente sou,  para onde vou... Perguntas comuns, eu sei, mas com uma grande dimensão para mim.
Estudo, analiso, pesquiso, procuro dentro de mim e quanto mais respostas encontro mais perguntas tenho e mais confusa fico.
Sinto que não sou só uma, mas várias... Serei eu, acaso, um caso de multi-personalidade? Sei que sou eu, mas um eu multiplicado que é e age segundo o momento, o lugar, a pessoa ou pessoas que o rodeiam, desempenhando uma personagem diferente numa peça real que é a vida, raramente me permitindo ser eu mesma... genuína, autentica...
Consigo ser o mais dispare possível: num minuto a ingênua, tolinha, que engole tudo o que lhe dizem como se de grandes verdades se tratasse e até colaborante numa mentira que me impõem como verdade até à alma sábia que ouve com compaixão o que lhe dizem e debita palavras de conforto e conselheiras que muitas vezes nem sei de onde saem... na realidade prefiro este papel de ouvinte  é mais cómodo...
Quem sou eu? Mal ou bem, neutra? Disparate querer saber? Sei que sou centelha de luz, pequeno pedaço de algo que anseia regressar a casa... Mas regressar para onde ?
Será possível que não possa conhecer as respostas, mas possa continuar a procurar? Ou será que pura e simplesmente não quero ouvir as respostas gritadas pelo meu cérebro?
Tenho medos e receios, alguns dos quais me perturbam ao ponto de não querer continuar, vazios por preencher, frustrações acumuladas.  Não quero que o meu orgulho interfira... Gostaria, apenas, de poder saber em que lugar estou, fazer o que é preciso, cumprir a minha missão.
Aqui estou, humilde e resignada, continuando o que já tantas vezes comecei e abandonei outras tantas vezes por causa dos medos e receios.
Sou solitáriamente feliz, no entanto aconchego-me em mim, em posição fetal, e nua de mim deixo as lágrimas correr libertando toda a minha insegurança e medo,
na esperança que as lágrimas me lavem a alma...

sábado, 14 de junho de 2014

Barulhos incoerentes...

O tempo passa a contra relógio, não pára tal como meus pensamentos, minhas dúvidas, minha incoerência...
Queria o silêncio de um abraço ou simplesmente poder saborear o silêncio das árvores à minha volta ou a pequena cachoeira do rio à minha frente...
 Há algum tempo desliguei a musica, depois deparei-me com a dificuldade de me concentrar no livro que fechei... queria apenas desfrutar do momento, de um momento fantástico num parque em que  apenas convidava ao silêncio...mas como calar o meu próprio barulho? os gritos que ecoam na minha cabeça?... Medo... insegurança... mágoa...ou uma solidão que, por escolha, se apoderou de mim deixando-me indefesa.
E incoerentemente estou só, só com o meu próprio barulho,com os meus fantasmas e estou bem....aceito o meu eu, cheio de defeitos e manias...
Não tenho medo de mim, o isolamento é algo que me protege... construo muralhas protejo-me na minha bolha de segurança..
Mas o barulho não pára a minha mente, sei no meu subconsciente que quero, preciso de derrubar barreiras, preciso de uma mudança na minha vida... Arriscar-me rumo ao desconhecido...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ambiguidades...

Certezas, sim e não... talvez nunca...
Mar, sol, um bom livro, musica... viajar,
com ou sem destino... o aconchego de um abraço, ouvir a natureza, cachoeira... encostos na parede, olhos nos olhos, óculos de sol... "o meu canto", sofás, filmes, uma lareira, gelados... amigos, café, gargalhadas... poder confiar, liberdade...parar o tempo, mais tempo, relógios...chocolate preto, vinho, a doçura de um olhar, crianças...adrenalina, saltos altos, ténis, pés descalços... o aconchego de uma cama fofa e limpa, dormir...biquínis, cheiro a maresia, corpos salgados..sedução, beijos no pescoço... dançar na chuva, a nostalgia das cores de outono...cortesia, simpatia, sonhos, recordações de dias felizes...sinceridade, ser genuíno, mistério...corpos que se amam, brincar feito criança... lingerie, as velhas calças de ganga... mãos dadas, perfumes, banhos quentes, massagens, cinco sentidos "mais um"...mimo...longas conversas sobre tudo, silêncios que se entendem... paixão, perder o pé, pé no chão...simplicidade... Eu...